quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

FUGIR À MORTE TODOS OS DIAS CANSA – A INFÂNCIA

A vida é difícil. Não vou enganar ninguém. E também não vou aligeirar os factos, a começar porque a taxa de mortalidade infantil é um daqueles indicadores que revelam em que tipo de país se acabou de cair. E não é só cair num país mais bem preparado, para receber crianças, é preciso uma sorte FDP para, em primeiro lugar, cair numa família preparada para ter crianças.
Assim, a questão de sobrevivermos aos primeiros anos de vida é, já por si, um feito.
Ainda bem que não estamos sozinhos no mundo. E esta é uma das coisas que aprendi bem cedo é que tudo na vida tem mais piada quando se experimenta acompanhado, ou quando temos alguém com quem partilhar.
E voltamos ao princípio. Como é que cheguei a esta conclusão?
Foi no verão passado que eu e os meus amigos estávamos deitados numa praia, tínhamos bebido fixxe e fumado o que havia. Ou teria sido o contrário? Fumámos fixxe e bebemos o que havia? Ninguém se lembra. Mas o que recordo é que a minha amiga Rita queria abraçar pessoas e eu avisei-a: “tem cuidado, com essa merda dos afectos, olha que ainda vomitas em cima de alguém todo esse carinho.” Dito e feito, a Rita estragou-nos o verão. Ninguém se aproximou de nós o verão inteiro.    
E foi nesse verão que pensei o que seria da minha vida, ou o que seria a vida de uma pessoa, se estivesse só no mundo. Alguém que não tenha com quem partilhar.
Reflecti sobre a vida, e conclui que tudo na vida é melhor acompanhado. Reflecti melhor e conclui que tudo é melhor acompanhado excepto quando se trata de mau sexo. Nessa situação o melhor é fazer sexo sozinho, é menos constrangedor.
E isso levou-me a outra questão. De que maneira posso explicar conceitos a crianças, quando estas ainda não têm maturidade para os entender. Como explicar a importância de fugir à morte, ou ter bom sexo, quando o mais importante, na infância, é chegar ao fim do dia sem ser apanhado a comer macacos do nariz?
E foi assim que pensei que tinha que simplificar as explicações. Porque as crianças não têm tempo para a complexidade da vida.
1ª – 2ª E 3ª INFÂNCIA
A infância é determinante no tipo de adulto que nos vamos transformar. E vocês já estão a pensar “eh que exagerada!” Mas acompanhem-me nos exemplos mediáticos Ana Malhoa, Bruno de Carvalho, Gustavo Santos e por aí adiante. Convencidos agora?
É na infância que descobrimos se vamos fazer parte do gang ou se vamos ser roubados por ele.
É em casa que nos preparamos para o que vem aí. É muito importante conhecer os adultos que irão cuidar de nós, os pais. Eles são a chave para tudo. E há pais para tudo.      
Os-pais-que-não-batem-não-gritam-e-raramente-se-irritam.
Estes são pais que dizem orgulhosamente: “nunca bati no meu filho”. Com estes pais não precisas de te preocupar com o material do calçado que tens em casa, nem em esconder objectos cortantes e pontiagudos. Mas não penses que não vais apanhar porque vais, só que não é dos teus pais.  
Os-pais-cães-de-guarda.
Este tipo de pais protectores pode envergonhar-nos, mas também pode salvar-nos de outras pessoas chatas como eles. Não há muita coisa que se possa fazer para contrariar o instinto de protecção, e com este tipo de pais o melhor que pode acontecer é a chegada de vários irmãos.
Os-pais-acho-que-me-esqueci-de-alguma-coisa. 
São aqueles pais que não querem saber. São distraídos e irão esquecer-te frequentemente, mas não é por mal.
Esquecem-se de usar roupa. Dos nossos nomes. Da cara dos nossos amigos. De fazer comida. Do banho. De nos deixar na escola e até de nos irem lá buscar.
Os-pais-estás-aqui-estás-a-apanhar.
Estes pais ameaçam e batem. Pensam que só aprendes a apanhar. E com estes não há muito a fazer. Basicamente o caminho é sair de casa enquanto a maioria dos órgãos do corpo ainda não faleceram e ainda temos a dentição completa.   
Os-pais-que-têm-uma-história-para-tudo
Estes, como o título bem os descreve, são aqueles pais que contextualizam tudo com algo que lhes aconteceu: “então e a mim? Devias ter visto quando eu tinha a tua idade”; “com a tua idade já voava, falava três línguas e mantinha dois part-time de 8 horas cada”.
Não te preocupes serás um falhado e um inútil, mas não serás o único lá em casa.
Os-pais-então-e-o-meu-filho?
Como a própria designação indica são aqueles pais que quando alguém fala dos seus filhos, respondem “então e o meu filho?”. Basicamente tratam-se de pais de crianças que aos 5 anos falam 5 idiomas, jogam xadrez, tocam piano, e já leram os sete volumes "Em busca do tempo Perdido", de Marcel Proust, duas vezes!
Este é o meu tipo de pais preferido, confesso, com eles não precisamos de nos esforçar muito. Já somos os maiores, mesmo quando somos os mais baixos da sala. 
Conhecer bem estes estes adultos é uma estratégia de sobrevivência, mas não é única. 
O facto de ter crescido na Amadora preparou-me para os desafios da vida. Retive os melhores ensinamentos para poder partilhar; e extraordinariamente estes ensinamentos são replicáveis em qualquer local do mundo, e válidos para todas as crianças. Chamei aos meus ensinamentos “os dez mandamentos” podiam ser mais, mas na altura que os escrevi só tinha um talão do supermercado à mão, e tinha sido uma compra pequena.
OS 10 MANDAMENTOS
1 º Mandamento: “Conhece-te bem”
Facilita imenso nascer inteligente, mas este pode não ser o nosso caso.
Deixo alguns conselhos úteis para ultrapassar aquelas que podem ser as nossas limitações.
É muito importante ver bem porque sem este sentido minimamente desenvolvido podemos facilmente morrer atropelados por um carro, por um triciclo ou de humilhação diária. Somos considerados burros porque não conseguimos ver um boi do que a professora escreve e a alternativa é usar óculos. Não interessa que modelos de óculos que vamos usar porque  nenhum resiste ao murro do Jójó.
Outra limitação pode ser a roupa que os nossos pais escolhem para vestirmos, e já é tarde para mudar de pais, a minha sugestão é chutar pedras, aproveitar todos os arames e paredes para nos esfregarmos. Comigo também resultou colar pastilhas elásticas em calças, fatos-de-treino e outros pedaços de pano aos quais nunca pude chamar roupa.
E por último, o penteado que os nossos pais nos fazem, ou pior que pagam para nos fazerem. O corte de cabelo é determinante para o nosso futuro. Corte de cabelo como “cabeça de tigela ou de capacete”, “cabelos com peidos” (remoinhos são FDP), caspa às camadas, cabelo oleoso próprio para fritos, e o mais piroso de todos… o risco ao meio. O pior de tudo é que mesmo quando fizerem parte do passado haverá sempre alguém que o irá recordar. A estratégia para sobreviver é conhecer-se a si o próprio, o seu cabelo, os seus pais e muito importante quem são os maiores piolhosos do sítio. Não há cabelo que sobreviva a uma praga de piolhos. Palavra de Marta!    
2 º Mandamento: “Não serás filho único”
Este é talvez o mandamento mais difícil porque é difícil partilhar os brinquedos, as atenções, o lugar no sofá e o comando da televisão, no entanto acho que é sábio. Com um irmão nunca estamos sós, para o bem e para o mal. Ele pode ser nosso cúmplice, mas também pode ser a nossa vítima. Com um irmão perto há sempre alguém a quem deitar a culpa.
Se for um irmão mais velho podemos usá-lo, fora de casa, para nos protegermos: “olha que vou dizer ao meu irmão mais velho e ele vai partir-te a boca (TODAAA).” Mesmo quando o nosso irmão mais velho é o primeiro a bater-nos.
Ter um irmão/irmã traz outros benefícios, por exemplo usar as roupas deles. Não que saiba de experiência própria, mas é importante que eles NUNCA descubram que vestimos a sua roupa. Que lhe colocamos nódoas, que a rasgámos, ou até que perdemos aquele casaco de ganga da Levis … eles não podem desconfiar, NUNCA.
E porque sem um irmão temos menos uma desculpa para culpar os nossos pais, menos assuntos na consulta de psiquiatria e menos histórias para recordar.
3 º Mandamento: “Diz-me do que gostas que eu amanhã trago”
“Queres ser meu amigo?” Pode resultar em Telheiras, mas na Amadora não resulta. Alguma criança que diga isso está sujeito a apanhar forte e feio e à frente de todos. Na Amadora o que funciona é o suborno, mas subtil. Deves saber o que é que os "maus" gostam e como se tratasse de um altar deves deixar a tua oferenda para acalmar a ira destas feras, sempre, até eles te ignorarem.
Fingir que era autista ou que tinha epilepsia também resultou.   
4 º Mandamento: “Escolhe bem os teus amigos”
Outras dicas para sobreviver à infância é nunca estar só, ficar em locais iluminados e evitar atalhos.
Seguem alguns truques que nos mantêm sãos e salvos: no berçário não trocamos a chucha, na creche não aceitamos viroses e outras maleitas; e na primária escolhemos para nossos amigos os miúdos mais fortes , e os maiores da sala.  
É tudo uma questão de sobrevivência. E o segredo é não apanhares porque estavas a olhar ou mesmo a jeito para apanhares.  
5 º Mandamento: “Aprende a correr”
Correr sem olhar para trás. Quando és bebé as pessoas estão muito ansiosas pelo dia em que começas a andar, mas isto está tudo errado. Se andares quando te encurralam para te roubar, já foste!
Hoje seria mais saudável se tivesse corrido sempre que aqueles grupos de miúdos me perseguiam para apalparem. Mas como já dei a entender este sempre foi o meu ponto fraco. Putos aprendam com os meus erros!
6 º Mandamento: “obrigada e desculpe são duas palavras”
Foca-te nisso. Não te deixes formatar. Estas palavras são incontornáveis todos vão querer ouvir-te dizê-las e existirão momentos que parece que a tua vida depende disso. Mas todos sabemos que as desculpas evitam-se, e ser obrigada a agradecer é ridículo.
Deixa-te de merdas e não tentes agradar. Não é assim que gostam mais de ti. Nestes anos de vida que levo nunca ninguém me disse: “eh pá gostava que aquele tipo me fizesse um filho porque ele é tão educado, antes de me penetrar pede por favor, durante pede-me desculpa pelo incómodo causado, e no fim agradece-me sempre”. Não, isto nunca aconteceu, nem durante as maiores bebedeiras!
7 º Mandamento: “o karaté não te serve de nada o que conta é a velocidade”
O karaté não serve para nada quando eles são 10 e tu estás sozinho por isso quando os teus pais decidirem qual a actividade que deves frequentar, não te esqueças que Portugal teve campeões mundiais de atletismo e no Karaté estamos sempre a apanhar.
8 º Mandamento: “Não te deixes apanhar”
Podes comer macacos directamente do nariz, fazer xixi na cama até à adolescência, ou até mentir, mas o importante é que não seres apanhado. Vai haver sempre alguém que irá relembrar que o fizeste, e uma vez na net deixaste de ter futuro.  
9 º Mandamento: “o meu clube é o mesmo que o do Jójó”
O Jójó era o tipo que todos conhecíamos de nome, e que não queríamos conhecer pessoalmente porque já sabíamos que nunca mais iríamos esquecer esse momento.  E não era porque ele era o homem dos nossos sonhos… é porque com ele acabávamos sempre a pedir clemência: “Jójó fica com o dinheiro e com o pão que estava a comer, mas deixa-me vivo e deixa-me ficar com os dentes da frente”.  
10 º Mandamento: “O tamanho não conta.” 
Primeira coisa que aprendemos é que o tamanho não conta, o que conta é a atitude. É este pensamento que nos vai manter vivos na prisão. Sim, mesmo os betos do CDS e do PSD da Amadora sabem isso. E também sabemos que acabaremos presos um dia, obviamente por diferentes tipos de crimes. Mas a prisão está no nosso futuro. Prisão a um partido político, a horários, a rotinas. A atitude é o que conta na estrada, nas relações, na vida.



É importante entender que enquanto evitamos a prisão, estamos a fugir à morte e se conseguimos sobreviver aos nossos pais, ao Jójó, e à infância, existem grandes probabilidades de fazer isto mais uns dias.
Fugir à morte durante a infância, sem saber que é disso que se trata, prepara-nos para as próximas etapas da vida. Se chegámos à fase seguinte da vida é porque isto está a correr bem.
Espero que possam utilizar estes conselhos com filhos, netos, primos, sobrinhos, amigos, filhos de amigos, irmãos mais velhos, e outras pessoas que ainda não tenham percebido que quando tudo falha, a única fórmula que resulta é correr, mas no sentido correto. 

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

FUGIR À MORTE TODOS OS DIAS CANSA – O NASCIMENTO.


Há alguns anos inscrevi-me num curso de escrita de humor porque fazia sentido. Na segunda aula fui convidada, pela Formadora, a desistir. Ela dizia: “Marta tens que perceber que não foste feita para isto, não é suposto termos que explicar a piada, e ainda por cima várias vezes.” 

Mas eu não desisto! Acho que tenho um talento inato e bruto, e por isso venho partilhar a ideia que tive na altura e que agora ganhou forma. A criação de um manual de sobrevivência. Afinal isto de nos mantermos vivos é um trabalho para a vida.

A ideia de criar este manual de sobrevivência nasceu das repetidas conversas sobre “Afinal o que é isto de viver?” que tive, com os meus amigos, enquanto alcoolizada. A acrescentar que a vasta e rica experiência de vida que tenho valida o método de trabalho que defendo, que é a realização do trabalho de campo alcoolizada. E é durante estes momentos de lucidez e cegueira que questiono o que pode determinar o nascimento de grandes ideias.

Eu defendo que todos nós somos como Arquimedes, e que nos momentos mais simples da vida, como tomar um banho, resolvemos as grandes questões da humanidade. E ali gritamos: EUREKA, EUREKA! E tal como Arquimedes estamos nus e vamos gritar para a rua: Achei, Achei!  
Pelo menos é esta a explicação que dou à polícia sempre que eles me surpreendem nas minhas descobertas existencialistas.
EUREKA, EUREKA que descobri como pode ser maçador fugir à morte todos os dias, mas tal como uma corrida desde o primeiro dia, até ao último suspiro, é uma corrida que todos fazemos.

E este Manual pretende impedir que se distraiam com as coisas básicas, como compreender o mundo ou a nós mesmos.
Tem como grande objectivo orientar para o que é importante, o que nos deixa estupidamente felizes.
Vou deixar-me de explicações e de sofismos e vou passar à prática.

Vou por isso começar pelo princípio do princípio.  

O NASCIMENTO

Existem inúmeras explicações para descreverem como tudo começou.

Algumas parecem-me criação de mentes que vivem no mundo da fantasia.

Por exemplo, muitas pessoas acreditam que “No princípio Deus criou o céu e a terra e o resto veio atrás, os animais, os humanos, e os sacanas.
Ora esta é uma daquelas fábulas que não tem pernas para andar, isto porque sabemos que Deus é perfeito e que criou tudo na perfeição. Certo? E que depois veio o Diabo, que veio sacanear isto tudo e levou os primeiros humanos a pecar. E só depois é que veio o mal todo. Eu não vou questionar a origem do Diabo no meio de toda a perfeição porque essa parece-me a parte mais fácil de explicar.

O que não consigo compreender é como é que um Deus, perfeito, omnipotente, que criou um paraíso, que criou o George Clooney e a Angeline Jolie tenha criado o homem e a mulher da forma como eles são. A sério já viram os genitais de um ser humano? Mas viram com atenção?

Aquilo nunca pode ter sido perfeito, mesmo os mais aceitáveis. É por isso que a ideia da criação não me convence. São aquelas pontas soltas…

A outra teoria, que há quem a defenda, é a da evolução. E confesso que durante a minha tenra adolescência ainda acreditei que talvez fosse viável, principalmente porque era uma assídua telespectadora de telenovelas da Globo, e aquele ator brasileiro, o Tony Ramos dava força a esta teoria.

Mas numa conversa que tive sobre o a origem das espécies, enquanto alcoolizada. Eu e a minha amiga Rita chegamos à conclusão que nada escrito por um Carlos pode ser verdade.

Isto porque ela tinha acabado um namoro de dois longos meses com um Carlos que afinal era casado e tinha 4 filhos.

Ela perguntou: “Como é que se chama o tipo que escreveu isso?” E eu disse “Darwin”. E depois acrescentei: “Charles Darwin” e aí ela respondeu cheia de certeza, enquanto arrotava: “os Carlos são todos uns canalhas. Olha o Carlos Cruz!”

E eu fui obrigada a concordar com ela. E libertei-me de mais uma fábula.

Mas é importante acreditar em alguma coisa. 

Por isso li, muito e afincadamente, diversos livros infantis, sobre a origem da vida.
E foi durante a leitura do livro “ups, a cegonha vem aí” que descobri como tudo começou. Primeiro despi-me, depois saí à rua, e de seguida gritei “Eureka, Eureka.”
Acordei na esquadra da polícia, sem documentos, sem roupa e sem telemóvel. Mas eles já me conhecem e ligaram ao meu pai para me vir buscar. E ele foi, mas desta vez vinha preparado com uma daquelas conversas inspiradoras de pai para filha. Basicamente o que ele disse foi: “Estou farto de acordar, durante a noite, com a polícia a ligar para te vir buscar. Ou desistes disto, ou aprendes a correr.” E ficámos assim.  

Descobri como tudo começou, mas mais importante descobri a vida difícil que as cegonhas têm.

Trazer uma criança a este mundo já não é o que era. Ele há a autodeterminação dos povos que exigem novas fronteiras, novas moradas, ele há guerras, a eletricidade, e os postes de eletricidade, o tráfego aéreo, chaminés quase inexistentes, exaustores, Malthaus, e tantos outros desafios.

A persistência das cegonhas é sem dúvida a única razão para que continuemos a assistir a nascimentos.
Escusam de andar por aí a colocar sementes, deixem-se disso, dessa trabalheira. Não vale a pena.

O que realmente importa é facilitar a vida às pobres cegonhas.

Assim, os meus conselhos são: contratar um bom limpa-chaminés; tirar as fisgas das mãos dos putos quer tenham boa ou má pontaria, e escrever, às cegonhas, com letra legível.

Resumindo, se depois da notícia que vem aí um bebé, se o bebé chegar mesmo depois de 9 meses dessa notícia sabemos que esses bebés, dependente dos meses de gestação, tiveram 280 dias a fugir à morte. E é por isso que quando os bebes chegam a casa, finalmente podem dormir e esquecer a atribulada viagem que fizeram, e chorar sempre que se lembram das pancadas e quedas que deram embrulhados naquela fralda.

Finalmente perceberam como é que Jesus nasceu?

Mas mais desafios existem e eu tenho algumas sugestões para sobreviver a eles.

Mantenham-se por aí!


sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

2017 num parágrafo.


Mudança de casa | Obras| Mudanças |Adeus à Beta | Adeus ao Zélio |8 de março |Tendão de Aquiles | M. concluiu o primeiro ano |Férias|Arcade Fire -Everything Now | Alentejo | 70 anos | O Norte | Gerês | Família | Início da Escola | The National| Lancaster | Familiares Da Virgem (primeira actuação) | Berlim | Fim da amamentação | A maternidade na vizinhança |  3 livros | Praga de piolhos | Amigdalite | Otite | Pedra no nariz | Saídas a 3 | Muita música | Alguns filmes | Muitas e boas séries | VOGUE sempre|

Doce e amargo. Alegrias e tristezas. Ganhos e perdas. A vida continua a acontecer!